O relator do caso é o ministro Cristiano Zanin  Reprodução/Facebook |
STF julga no final do mês ação que pede suspensão de privatização da Sabesp

STF julga no final do mês ação que pede suspensão de privatização da Sabesp

Julgamento será realizado entre os dias 20 e 27 de março no plenário virtual do STF


Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) vão decidir no final de março se mantêm ou derrubam a lei paulista que autorizou, em 2023, a privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

O julgamento será realizado entre os dias 20 e 27 de março no plenário virtual do STF. Nessa modalidade, os ministros apenas publicam seus votos online. Não há discussão e nem transmissão ao vivo. O relator do caso é o ministro Cristiano Zanin.

A Sabesp foi privatizada em julho de 2024, com uma captação de aproximadamente R$ 15 bilhões, que definiu a Equatorial como investidor estratégico, garantindo fatia de 15% na companhia com a oferta de R$ 7 bilhões.

O Partido dos Trabalhadores sustenta que a lei que autorizou a privatização e diversos atos que serviram de base para o avanço do processo violaram princípios como os da isonomia, da eficiência e da moralidade.

"Ao não divulgar o valor mínimo e aceitar o preço ofertado afirmando como superior a esse mínimo, o governo estadual favoreceu inequivocamente o único competidor na disputa para ser acionista de referência e comandar a gestão da Sabesp", alegava o partido.

Em julho de 2024, durante o recesso do Judiciário, o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, negou o pedido do PT e manteve o processo de privatização da Sabesp que estava prestes a ser concluído.

Barroso escreveu na decisão que, embora sejam legítimos os embates e o desconforto do PT com a decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não caberia ao STF "arbitrar a conveniência política e os termos e condições do processo de desestatização".

"Embora sejam legítimos os embates e o desconforto do partido requerente em relação à opção tomada pelos representantes eleitos, não compete ao Supremo Tribunal Federal arbitrar a conveniência política e os termos e condições do processo de desestatização da Sabesp, devendo se limitar à análise da existência de violações diretas à Constituição Federal", argumentou.

Em relação a possíveis indícios de violações à Constituição, Barroso disse que, em uma análise inicial, não existem irregularidades. Segundo ele, o processo está correndo de maneira adequada, seguindo o cronograma previsto.

O ministro afirmou ainda que paralisar o processo poderia gerar prejuízos relevantes ao Estado de SP, na ordem de cerca de R$ 20 bilhões.

CNN Brasil
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