De restaurantes a galeria de arte, seis endereços paulistanos passam a integrar a seleção do Selo de Valor Cultural, que indica locais de relevância simbólica e afetiva para a capital
CNN Viagem & Gastronomia, do Viagem & Gastronomia
Seis novos estabelecimentos de São Paulo receberam nesta semana o Selo de Valor Cultural, que reconhece endereços por conta do valor histórico e da relevância simbólica e afetiva para a cidade. Entre as novidades da seleção, estão os restaurantes O Gato que Ri e La Casserole, no Largo do Arouche, além do Café Floresta e do Estadão Bar e Lanches, também no Centro.
A informação foi confirmada ao CNN Viagem & Gastronomia pela comunicação do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Com as inclusões, a cidade passa a contar com 97 locais com o selo, que é concedido desde 2015 pelo DPH após deliberação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).
A lista de estabelecimentos com o Selo de Valor Cultural reúne restaurantes, padarias, bares, empórios, pizzarias, confeitarias, galerias de arte, papelarias, óticas e livrarias que se tornaram referências ao longo do tempo. Uma vez reconhecidos, os locais passam a ser identificados com uma placa informativa e são incluídos no GeoSampa, o mapa digital da cidade.
Novidades na lista
Os locais adicionados à seleção da prefeitura se espalham pelo Centro e pela região do Jardim Paulista. Nesta rodada, entraram para a lista:- O Gato que Ri, no Largo do Arouche
- La Casserole, no Largo do Arouche
- Leiteria Ita, na Rua do Boticário
- Estadão Bar & Lanches, no Viaduto Nove de Julho
- Galeria Luísa Strina, no Jardim Paulista
- Café Floresta, no térreo do Edifício Copan
O restaurante O Gato que Ri é o mais antigo desta leva. Inaugurado em 1951 no Largo do Arouche, teve como matriarca a imigrante italiana Dona Amélia. Com uma clientela fiel, segue servindo clássicos de cantina, com direito a massas caseiras, risotos e filé mignon à parmegiana.
Do outro lado do Largo, o francês La Casserole data de 1954. O endereço tem um charme nostálgico, carta de drinques assinada por Chula Barmaid e clássicos franceses no menu, como steak tartare com batatas fritas maison, moules et frites, filet au poivre e crêpes suzette. O salão esconde o Infini, bar no estilo speakeasy.
Na Rua do Boticário, a poucos passos do Largo do Paissandu, a Leiteria Ita serve comida caseira desde 1953 em um ambiente simples, com um grande balcão em estilo de boteco. Chamam a atenção os pratos feitos e o pudim.
Aberto em 1968, o Estadão é outro clássico do Centro: na boca do Viaduto 9 de Julho, o carro-chefe é o lanche de pernil, vendido em diversas versões. Mais de 30 peças de pernil são consumidas diariamente, cada uma pesando, em média, entre 7 kg e 8 kg.
Único endereço que não é atrelado à gastronomia, a Galeria Luísa Strina foi fundada em 1974. Fica na Rua Padre João Manuel, no Jardim Paulista, e foi pioneira na promoção de artistas brasileiros. Em 1992, foi a primeira galeria latino-americana a participar da Art Basel - atualmente, representa mais de 40 artistas brasileiros e estrangeiros.
Por fim, o Café Floresta também foi reconhecido com o selo. Aberto na década de 1970 no térreo do Copan, segue servindo cafés de diferentes tipos em meio à decoração vintage, além de chás e sucos.
Destaques da lista completa
A Cantina e Pizzaria Castelões, que comemorou o centenário em 2024 e que é tida como a pizzaria mais antiga do Brasil, é outro estabelecimento da relação.
Os destaques vão ainda para o Bar Guanabara, considerado o mais antigo de São Paulo; o Ristorante Carlino, considerado o mais antigo restaurante em funcionamento da cidade, fundado em 1881; e o Ponto Chic, reduto boêmio aberto em 1922 que ganhou fama pelo bauru.
O Riviera Bar, aberto em 1949; o italiano Jardim di Napoli, famoso pelo polpettone à parmegiana, aberto em 1949; o árabe Almanara, fundado em 1950 no Centro; o Fasano, de 1937; e o Mocotó, na Vila Medeiros, de 1973, também possuem o Selo de Valor Cultural.
A lista completa com os estabelecimentos reconhecidos com o Selo de Valor Cultural da Cidade de São Paulo pode ser conferida no site.
Como obter o selo
O pedido pode ser feito pelo próprio estabelecimento, por meio do portal da Prefeitura, conforme previsto na Resolução nº 21, de 12 de dezembro de 2024, que regulamenta a concessão do selo.Após a solicitação, o caso passa por análise da equipe técnica do DPH, que elabora um parecer histórico e cultural sobre o local. A concessão do selo ocorre posteriormente por deliberação do Conpresp. Segundo a prefeitura, o órgão realiza uma nova avaliação a cada cinco anos para verificar se os endereços mantêm os valores que justificaram o selo.
Vale destacar que o selo não se restringe a restaurantes ou estabelecimentos gastronômicos, contemplando comércios tradicionais, serviços e outros estabelecimentos que tenham relevância para a memória e para a cultura da cidade.
CNN Brasil
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